Quem é o bode expiatório na trama golpista?

Ex-assessor de Bolsonaro acusa Cid de usá-lo como bode expiatório

Acusações de Filipe Martins

Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, acusou o tenente coronel Mauro Cid de usá-lo como bode expiatório em uma trama golpista que visava manter Jair Bolsonaro no poder após sua derrota eleitoral. Durante seu depoimento no dia 24 de julho, Martins foi um dos réus no processo que investiga esse esquema.

Contexto da Delacão de Mauro Cid

Cid, que agora é delator, afirmou que Martins participou de uma reunião com os comandantes das Forças Armadas e o então presidente Bolsonaro, apresentando um decreto golpista para impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Martins, no entanto, contestou essa narrativa, alegando a falta de provas e defendendo sua inocência.

Credibilidade em Questão

Martins mencionou pareceres da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República que questionaram a credibilidade da delação de Cid, sugerindo que ele poderia estar tentando proteger outros envolvidos. O ex-assessor expressou sua convicção de que estava sendo inocentemente implicado nas alegações de Cid.

Situação Durante o Interrogatório

Ele também se queixou da sua situação de censura, afirmando que estava impedido de se manifestar publicamente por quase dois anos. Martins solicitou tempo para se defender adequadamente e negou ter participado da reunião que supostamente ocorreu em 7 de dezembro de 2022. Documentos que apresentaram erros de grafia em seu nome nas anotações foram utilizados para contestar as alegações de presença.

Acusações de Prisão Seletiva

Martins revelou que acreditava ter sido acusado com base em uma falta de provas claras de sua participação na trama golpista, o que levou à sua prisão preventiva por mais de seis meses. A tentativa de fuga alegada pela Polícia Federal foi contestada por testemunhas que afirmaram que ele não participou do voo que Bolsonaro tomou para os EUA.

Conclusão do Interrogatório

O interrogatório, conduzido por videoconferência, é uma das principais etapas do processo. Todos os réus enfrentam múltiplos crimes, incluindo tentativa de golpe e organização criminosa. As penas podem exceder 30 anos caso sejam condenados.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-07/ex-assessor-de-bolsonaro-acusa-cid-de-usa-lo-como-bode-expiatorio

Redação

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