Riscos da Privatização da Celepar
Na manhã desta segunda-feira, uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná debateu os riscos à privacidade e segurança em relação à privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). Funcionários da companhia e membros da oposição se reuniram para discutir a venda da empresa, atualmente em processo de desestatização pelo governo do estado.
Medidas Propostas pela Oposição
A Bancada de Oposição, liderada pelo deputado Arilson Chiorato, anunciou que buscará um encontro com o ministro da Justiça para discutir as consequências da privatização, que inclui a possibilidade de processos similares em outras estatais de tecnologia.
O deputado também pretende propor uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a privatização e solicitou o envio de dados sobre a transação, que ocorre em sigilo. Chiorato alertou sobre a transferência de propriedades desenvolvidas com dinheiro público para o setor privado.
Consequências da Privatização
De acordo com a deputada Luciana Rafagnin, a Celepar armazena dados sigilosos, incluindo informações sobre saúde e segurança pública, ressaltando a gravidade da privatização. O governo justifica a medida como uma forma de aumentar a eficiência e a inovação.
No entanto, especialistas apontaram riscos como a transferência de informações sensíveis para o setor privado, espionagem e possíveis monopólios. A secretária da Fenadados, Márcia Mitsuko Honda Iizuka, alertou para um potencial “efeito dominó” em outras estatais de tecnologia.
Preocupações Legais e Sociais
O advogado Dorival Assi Júnior criticou a falta de transparência na negociação e a ausência de informação à população. Ele destacou que a Celepar atualmente lida com 5.879 serviços abrangendo áreas críticas como saúde e segurança, levantando preocupações sobre a proteção de dados com a privatização.
A audiência não contou com representantes do governo, suscitando ainda mais desconfiança sobre o projeto de desestatização e suas implicações para a sociedade paranaense.