Negação de Ações Ilegais
O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, declarou, em audiência, que não ordenou a realização de blitzes ilegais no Nordeste que visavam dificultar o deslocamento de eleitores. Essas operações foram em torno do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorreu contra Jair Bolsonaro.
Interrogatório no Processo Penal
Durante o interrogatório conduzido por Rafael Tamai, um juiz auxiliar do Supremo Tribunal Federal (STF), Vasques se defendeu das acusações, afirmando que seu objetivo era prevenir crimes eleitorais, como o transporte ilegal de eleitores e o fechamento de rodovias. Ele alegou não ter recebido ordens do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, para realizar operações ilegais.
Operações da PRF e Dados Estatísticos
Segundo dados da investigação, a PRF mobilizou um número desproporcional de policiais no Nordeste durante as eleições, com 795 policiais trabalhando no dia 30 de outubro. Comparativamente, a Região Norte teve apenas 230 policiais, a Centro-Oeste 381, a Sul 418 e a Sudeste 528.
Além disso, o número de ônibus parados pela fiscalização foi significativamente maior no Nordeste, com um total de 2.185 veículos comparado a 310 no Norte, 571 no Sudeste, 632 no Sul e 893 no Centro-Oeste.
Aguardando Julgamento
O caso de Silvinei Vasques é parte de uma ação penal maior envolvendo a acusação de uma trama golpista, que foi desmembrada em quatro núcleos. O primeiro núcleo, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, já foi interrogado e aguarda julgamento. O julgamento do núcleo de Vasques está previsto para o segundo semestre deste ano.