O que se sabe sobre o ataque hacker que desviou R$ 1 bilhão
A Polícia Civil de São Paulo prendeu um suspeito de envolvimento no desvio de R$ 1 bilhão de contas de instituições financeiras. O ataque, considerado o maior do tipo no Brasil, ocorreu na madrugada do dia 30 e afetou a empresa C M Software, responsável pela gestão de contas que utilizam o sistema Pix.
O que já se sabe sobre o furto
O valor desviado está relacionado a contas PI, utilizadas para liquidação de transações entre bancos. Um funcionário da C M, João Nazareno Roque, confessou ter vendido suas credenciais aos criminosos e ajudado a desenvolver um sistema para facilitar os saques. Em troca, ele recebeu R$ 5.000 e outros R$ 10.000 pela criação do sistema.
O golpe foi percebido pela fintech SmartPay, que detectou movimentações atípicas e reportou o problema às autoridades. Os criminosos realizaram transações usando o dinheiro desviado para adquirir criptomoedas. A BMP, uma das empresas afetadas, sofreu grandes perdas e ativou uma sala de situação para investigar a fraude.
Até agora, R$ 270 milhões foram bloqueados pela polícia como parte da investigação, e a SmartPay também iniciou um esforço para reaver valores que podiam ser recuperados. O Banco Central foi notificado do incidente e suspendeu temporariamente o acesso ao sistema Pix das fintechs envolvidas.
O que ainda falta esclarecer
Ainda há questões não resolvidas como a dimensão total do desvio, a recuperação de valores e a identidade de outros envolvidos. As investigações permanecem em sigilo e é necessário determinar se houve negligência das instituições financeiras em seguir normas de segurança relacionadas ao sistema Pix.
Fonte: Tribuna PR