ASUR conclui aquisição e assume aeroportos do Paraná
O Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), do México, concluiu oficialmente a aquisição da plataforma aeroportuária da Motiva (antiga CCR) e assumiu a operação de 17 terminais no mercado brasileiro, incluindo quatro aeroportos estratégicos no Paraná: o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais; o Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba; e os terminais de Foz do Iguaçu e Londrina. A transação, concluída em 1º de setembro, envolve participações em 20 aeroportos — sendo 17 no Brasil e três no exterior, localizados em Quito (Equador), San José (Costa Rica) e Curaçao (Caribe) — e foi avaliada em R$ 5,1 bilhões nos ativos brasileiros.
A Motiva decidiu vender sua plataforma aeroportuária como parte de uma estratégia de concentração dos negócios em rodovias e mobilidade, marcando sua saída do setor aeroportuário. Com isso, as obras da terceira pista do Aeroporto Afonso Pena, que recentemente obteve licenciamento ambiental, passam a ser responsabilidade da ASUR.

Aeroportos paranaenses têm perfis estratégicos distintos
No Paraná, a mudança coloca sob uma mesma administração quatro terminais com funções complementares. O Afonso Pena, principal terminal aéreo do estado localizado na Região Metropolitana de Curitiba, concentra grande parte da movimentação aérea regional. O Bacacheri possui perfil voltado principalmente à aviação executiva e geral. Foz do Iguaçu desempenha papel estratégico para o turismo internacional, sendo porta de entrada para as Cataratas do Iguaçu. Já Londrina atende uma importante área econômica do Norte do Paraná. Esses terminais são essenciais para o transporte de passageiros, a logística e a atividade econômica do estado.
Operação segue sem mudanças imediatas
Apesar da troca de controle, a operação dos aeroportos brasileiros segue normalmente. Segundo a ASUR, não haverá mudanças imediatas nas equipes nem na estrutura operacional dos terminais. Cerca de 1 mil profissionais que já trabalhavam na plataforma aeroportuária no Brasil serão mantidos e passam a integrar a estrutura da companhia mexicana. A estratégia tem como objetivo preservar o conhecimento acumulado pelas equipes e garantir a continuidade dos serviços prestados aos passageiros, companhias aéreas, fornecedores e demais parceiros.
“O Brasil ocupa uma posição central na estratégia de crescimento da ASUR. A aquisição amplia nossa presença em um dos mercados aéreos mais relevantes do mundo e combina ativos de alta qualidade, escala operacional e oportunidades de desenvolvimento de longo prazo”, afirma Adolfo Castro, CEO do Grupo ASUR desde 2011.
José Formoso foi escolhido para comandar a operação brasileira. Com mais de 30 anos de experiência nos setores de infraestrutura, telecomunicações, tecnologia e inovação, ele já esteve à frente de empresas como Embratel e Claro Empresas.
“Nossa primeira prioridade é assegurar uma transição estável, segura e próxima das pessoas. A permanência das equipes preserva o conhecimento de cada aeroporto e garante a continuidade do atendimento a passageiros, companhias aéreas, parceiros e comunidades”, afirma Formoso.
Afonso Pena ganha destaque na nova estrutura
Entre os quatro aeroportos paranaenses, o Afonso Pena possui papel central. Localizado em São José dos Pinhais, o terminal atende Curitiba e a região metropolitana, sendo um dos principais aeroportos do Sul do Brasil. Em 2026, o aeroporto completa 80 anos de operação. Atualmente, registra cerca de 80 pousos e decolagens por dia e movimenta aproximadamente 15 mil passageiros diariamente, com 22 destinos regulares, incluindo conexões nacionais e internacionais. O aeroporto também vem ampliando sua oferta de voos internacionais, em um momento de expansão da conectividade aérea e fortalecimento de sua importância para o turismo e os negócios no Paraná.
ASUR amplia liderança nas Américas
Com a aquisição, a ASUR adiciona ao seu portfólio uma plataforma que movimentou mais de 48 milhões de passageiros em 2025 e conta com mais de 200 rotas regulares. Esse volume se soma aos 71,6 milhões de passageiros movimentados anualmente pela rede que a companhia já administrava. O grupo mexicano já possui operações no México, Colômbia, Porto Rico, Equador, Costa Rica e Curaçao, além de atividades comerciais em terminais de grandes aeroportos dos Estados Unidos, como Los Angeles, Nova York e Chicago.
Com a incorporação dos ativos da Motiva, a empresa amplia significativamente sua presença no maior mercado aéreo da América Latina e consolida uma das maiores plataformas aeroportuárias do continente. No Paraná, a mudança coloca Afonso Pena, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina dentro dessa rede internacional, sem alteração imediata na rotina dos passageiros ou no funcionamento dos terminais.
*Com informações da Veja e da TopView
Fonte: https://ric.com.br/economia/grupo-mexicano-assume-afonso-pena-aeroportos-do-parana/