A conquista e a história do Pico Paraná
Aos 94 anos, Henrique Paulo Schmidlin, conhecido como Vitamina, é uma figura emblemática do montanhismo brasileiro. Ele foi responsável por abrir trilhas na Serra do Mar e tem um profundo conhecimento sobre a história da montanha mais alta do Sul do Brasil, o Pico Paraná, com 1.878 metros de altura.
A trajetória de Vitamina
Como advogado e ambientalista, Vitamina preservou a memória do montanhismo paranaense, conservando diários e um acervo sobre personagens históricos, incluindo Reinhard Maack. Este geógrafo e topógrafo foi quem descobriu o Pico Paraná em 1941.
A conquista do Pico Paraná
Antes da descoberta do Pico Paraná, acreditava-se que o Marumbi era a montanha mais alta. Maack realizou uma série de expedições para determinar as alturas dos picos e, para sua surpresa, descobriu que o Pico Paraná era o mais elevado. As suas incursões resultaram na identificação das montanhas com altitudes superiores ao Marumbi.
Vitamina narra como a determinação de Maack para descobrir o caminho até o Pico Paraná levou uma verdadeira “guerra” entre os montanhistas. Eles exploraram a região de forma exaustiva, encontrando a montanha depois de várias tentativas e dificuldades.
A redescoberta do caminho ao PP
A missão para chegar ao Pico Paraná envolveu voos de reconhecimento e diálogos com os moradores para descobrir o caminho mais seguro. Maack e outros montanhistas enfrentaram desafios, como chuva intensa e dificuldades geográficas, mas conseguiam identificar os picos e eventualmente chegaram ao cume do Caratuva, onde avistaram o Pico Paraná.
Controvérsias na conquista
Após um esforço árduo, o grupo se aproximou do Pico Paraná, mas a reivindicação de quem alcançou o topo primeiro virou uma polêmica. Maack, que não chegou ao cume na primeira expedição, ainda assim é considerado um dos conquistadores das montanhas pela sua contribuição.
A origem dos nomes indígenas nas montanhas
Maack, ao nomear as montanhas, usou inicialmente nomes de figuras históricas, mas após restrições legais, adotou nomes indígenas. Isso resultou em uma rica toponímia que permanece até hoje nas montanhas da Serra do Mar. Os nomes como Caratuva, Ibitirati, e outros, fazem parte do legado cultural que conecta a região com suas raízes indígenas.