Aumento da Demanda Energética
O Paraguai está projetado a consumir cada vez mais energia elétrica produzida pela usina de Itaipu, que atualmente possui 20 turbinas geradoras. Essa hidrelétrica binacional é responsável por cerca de 9% da energia elétrica consumida no Brasil.
Estudo para Ampliação
A direção da Itaipu está considerando expandir em 10% o número de turbinas, segundo o diretor-geral, Enio Verri. Para isso, são necessários estudos técnicos, sociais e econômicos, além de um acordo entre Brasil e Paraguai. Verri destaca que é inevitável o aumento na demanda paraguaia, atualmente devido ao aumento da economia, à presença de data centers e à atividade de mineração de criptomoedas que exigem alto consumo de energia.
Espaço para Nova Construção
Atualmente, a usina tem espaço disponível para a instalação de mais duas turbinas. No entanto, aumentar o número de turbinas não necessariamente implica um aumento equivalente na capacidade de geração, pois isso pode variar conforme a tecnologia usada. Além das análises técnicas, a expansão proposta envolverá impacto sobre as comunidades locais e as questões ambientais associadas, que devem ser amplamente consideradas.
Viabilidade Econômica
Apesar da inevitabilidade do aumento na demanda, Verri afirma que o projeto ainda não é economicamente viável. O financiamento poderia ocorrer através de empréstimos de longo prazo, possivelmente impactando a tarifa de eletricidade.
“No setor de energia, não existe curto prazo”, observa Enio Verri.
Aspectos Binacionais
A Itaipu é um projeto que pertence igualmente ao Brasil e ao Paraguai, com decisões e consumos de energia compartilhados. Os dois países agora estão em um cenário onde a demanda paraguaia por energia está crescendo, com a previsão de que o Paraguai atinja 50% do consumo da energia gerada pela hidrelétrica até 2035.
Acordos Futuros
Em 2027, um novo acordo permitirá que cada país decida o destino de sua energia excedente, o que pode incluir a venda para o Brasil ou diretamente para o mercado livre de energia. Verri aponta que, apesar do aumento na demanda paraguaia, o Brasil também tem disponibilizado fontes intermitentes de energia, como solar e eólica, para equilibrar a oferta.