Psicoterapia e Medicação no Tratamento do Vício em Jogos
Especialistas entrevistados no programa Sinais Vitais afirmam que o vício em jogos de azar é uma condição tratável que requer uma abordagem abrangente. O Dr. Roberto Kalil ouviu Hermano Tavares e Maria Paula Magalhães sobre a importância da psicoterapia e, em alguns casos, da medicação.
Tavares ressalta que cerca de 75% dos jogadores que buscam tratamento têm comorbidades psiquiátricas, como depressão e ansiedade. Isso implica que o tratamento pode precisar incluir medicamentos para essas condições, o que pode ser um passo crucial na recuperação.
Medicação em Desenvolvimento
Atualmente não existe uma medicação aprovada exclusivamente para o vício em jogos, mas há esperanças. A naltrexona, um medicamento que já tem sucesso em tratar dependências alcoólicas e de opiáceos, está sendo estudada para este fim. Tavares afirma que a aprovação da medicação específica pode estar a alguns anos de distância, com resultados preliminares mostrando que pode reduzir recaídas em até 30%.
O Papel da Psicoterapia
A terapia é considerada essencial no tratamento. Magalhães destaca que o primeiro passo é a identificação do comportamento do jogador e a compreensão dos gatilhos que levam ao jogo compulsivo. A abordagem terapêutica permite que o paciente desenvolva estratégias práticas para evitar recaídas, incluindo possíveis intervenções de familiares na gestão financeira.
Perspectivas de Recuperação
Os dados apresentados por Tavares são encorajadores: de cada 10 pessoas que iniciam o tratamento, 7 completam, e entre essas, 5 alcançam recuperação. Ele enfatiza que a continuidade do tratamento pode aumentar as chances de recuperação para até 70%. Isso indica que, embora a batalha contra o vício em jogos seja desafiadora, com o suporte adequado, muitos podem conseguir retomar suas vidas em controle.