Doses de reforço e sua importância
A vacinação é essencial para a prevenção de doenças, mas a proteção proporcionada pelas vacinas pode diminuir ao longo do tempo. As doses de reforço são necessárias para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos e manter a defesa contra vírus e bactérias, especialmente em grupos vulneráveis como crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
O Dr. Fábio Argenta, sócio-fundador da Saúde Livre Vacinas, explica que algumas vacinas criam uma memória no sistema imunológico que precisa ser reativada. Vaccinas como a da gripe requerem reforço anual devido à mutação constante do vírus. Da mesma forma, novos estudos estão sendo realizados para criar vacinas que se ajustem às novas variantes do coronavírus.
Quais vacinas requerem reforço?
Entre as vacinas que necessitam de reforço estão:
- DTP: reforço para crianças aos 15 meses e 4-6 anos;
- dT: dose a cada 10 anos para adolescentes e adultos;
- dTpa: 1 dose para gestantes a cada gravidez;
- Poliomielite: reforço após 15 meses e entre 4-6 anos;
- Pneumocócica 10-valente: reforço aos 12 meses;
- Meningocócica C: reforço aos 12 meses e, em algumas áreas, aos 11-12 anos;
- Febre amarela: reforço se a 1ª dose foi dada antes dos 5 anos;
- HPV: entre 9 e 14 anos, 2ª dose após 6 meses;
- Covid-19: reforços periódicos, especialmente para grupos prioritários;
- Influenza: reforço anual principalmente para grupos de risco.
Público prioritário para doses de reforço
A maioria da população deve considerar as doses de reforço, mas crianças, idosos e pessoas com comorbidades são grupos prioritários. O sistema imunológico das crianças, ainda em desenvolvimento, é menos eficaz, o que justifica a necessidade de reforços. Além disso, os idosos enfrentam a imunossenescência, reduzindo sua capacidade de resposta a infecções e potencialmente riscadas. Indivíduos com comorbidades, como diabetes e doenças cardíacas, também estão em risco elevado, tornando os reforços uma estratégia essencial para manter o controle sobre doenças infecciosas.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/por-que-algumas-vacinas-precisam-de-reforco-e-outras-nao-entenda/