Palacete Ordine: Um Marco da Arquitetura Eclética
Construído entre 1912 e 1915, o Palacete Ordine é um exemplar significativo da arquitetura eclética em São José dos Pinhais. Originalmente, serviu como residência da família de Luiz Victorino Ordine, refletindo a ascensão da nova burguesia após o Império.
Características Arquitetônicas
O edifício possui uma estrutura robusta, com alvenaria de tijolos, cobertura em quatro águas e telhas francesas, que demonstram influências europeias e técnicas construtivas brasileiras.
A composição volumétrica e os elementos ornamentais, como portas em madeira e escadarias em alvenaria, representam o Ecletismo. As cores originais foram alteradas ao longo dos anos, resultando na combinação atual de branco e bordô.
História e Função Pública
Em 1921, a propriedade foi adquirida pela Prefeitura de São José dos Pinhais, onde serviu como sede para os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de outras funções administrativas até 1980, quando o espaço foi desocupado para preservação.
“O palacete teve um papel crucial para o desenvolvimento do município, mudando de uma simples residência para um centro administrativo,” explica Damiana Pereira, historiadora do Museu Municipal Atílio Rocco.
Preservação e Transformação em Museu
O Palacete Ordine foi tombado em 1980, sendo o segundo bem a receber esse reconhecimento no município. Em 1981, tornou-se o Museu Municipal, dedicado à preservação da memória local.
Foram realizadas adaptações estruturais para adequar o espaço ao uso museológico, incluindo a construção de um prédio anexo e uma passarela.
“As intervenções garantiram melhores condições para preservar mais de sete mil peças do acervo,” complementa Damiana.
Significado Cultural Atual
Atualmente, com 878 m² de área construída, o Palacete Ordine continua a ser um dos principais símbolos culturais de São José dos Pinhais. Ele serve como um elo entre o passado e o presente, permitindo que moradores e visitantes compreendam a formação histórica do município através de seu acervo.
“É um marco essencial da identidade são-joseense,” afirma a historiadora, sublinhando a relevância do palacete na cultura local.