Operação da Polícia Federal e Receita Federal no Paraná
A operação foi deflagrada na manhã de quinta-feira (28) por equipes da Polícia Federal e Receita Federal, visando um grupo suspeito de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e adulteração de combustíveis em postos e distribuidoras na Região Metropolitana de Curitiba.
Suspeitas e Movimentações Financeiras
O grupo é acusado de movimentar pelo menos R$ 600 milhões de forma ilegal e gerenciar uma rede que totaliza mais de R$ 23 bilhões através de diversas empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings e empresas de cobrança.
Lista de Postos Investigados
Um total de 46 postos na região foram identificados como alvos da operação, os quais foram inspecionados devido a suspeitas de adulteração na qualidade e na quantidade de combustíveis. A lista pode ser acessada em g1.globo.com.
Defesa dos Postos
Alguns postos envolvidos se defenderam das acusações, afirmando que não têm envolvimento com atividades ilícitas e que passaram por fiscalizações de órgãos competentes. Entre eles, o TIC Posto VI, que garantiu ser uma empresa idônea, e o Auto Posto Lua Crescente, que alegou conformidade com a legislação.
Início das Investigações
As investigações tiveram início em 2023, após a PF identificar um casal, condenado por tráfico internacional, com bens de luxo sem origem lícita em Pinhais. A pesquisa revelou ligações com distribuidoras de petróleo suspeitas e indícios de fraudes.
Mecanismo de Lavagem de Dinheiro
O esquema operacional da lavagem de dinheiro envolvia três etapas: colocação, dissimulação e integração. Aproximadamente R$ 594 milhões em depósitos sem origem foram detectados em contas vinculadas aos postos e empresas de fachada.
Outras Atividades Criminosas
Além da adulteração de combustíveis, o grupo também é suspeito de fraudar importações de produtos químicos. A Receita Federal estima que esta rede acumulou uma dívida tributária que pode ultrapassar R$ 1,6 bilhão.