Mounjaro: Indicações e Preço no Brasil
O Mounjaro, medicamento desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, estará disponível no Brasil a partir de 7 de junho de 2025, conforme anunciado pela empresa em 20 de março de 2025. O fármaco é indicado principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2, e fará frente aos conhecidos Ozempic e Wegovy.
Como funciona o Mounjaro?
O Mounjaro é composto pela molécula tirzepatida, que atua como um agonista duplo de GLP-1 e GIP, hormônios liberados após as refeições. Essas substâncias aumentam a produção de insulina pelo pâncreas, contribuindo para o controle da glicemia. O uso do medicamento deve ser associado a mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e prática de exercícios físicos.
Em testes clínicos, foi observado que 92% dos pacientes que usaram Mounjaro na dose de 15 mg conseguiram manter a hemoglobina glicada abaixo de 7%, um parâmetro considerado ideal para o controle do diabetes.
Comparativo com outros Medicamentos
O Mounjaro demonstrou resultados encorajadores em comparação com o Wegovy, promovendo uma perda de peso relativa 47% maior. Durante um estudo clínico, a tirzepatida resultou em uma perda de peso média de 20,2%, enquanto o Wegovy (semaglutida) apresentou uma perda de 13,7%. Apesar do desempenho promissor na perda de peso, a A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas aprovou o uso do Mounjaro para o tratamento do diabetes tipo 2, e o uso para emagrecimento ainda está sob análise.
Custo do Mounjaro no Brasil
O preço do Mounjaro no Brasil será regulamentado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), e poderá variar dependendo da dose e da quantidade de canetas por embalagem, bem como do ICMS vigente em cada estado. Por exemplo, na cidade de São Paulo, o custo poderá chegar a R$ 3.791,07.
Com a sua introdução no mercado, o Mounjaro representa uma nova esperança para milhões de brasileiros que enfrentam o desafio do diabetes tipo 2, principalmente em uma população onde mais de 16 milhões de pessoas convivem com essa condição, e 90% são diagnosticadas com a variante mais comum, que é a tipo 2.
Fonte: CNN Brasil