A crescente geração de lixo eletrônico, que alcançou 62 milhões de toneladas em 2022, está atraindo o interesse de organizações criminosas ao redor do mundo. Situações alarmantes são evidenciadas em lugares como o lixão de Agbogbloshie em Gana, onde trabalhadores expõem suas vidas a substâncias tóxicas ao tentar extrair metais preciosos do lixo eletrônico, que muitas vezes é enviado de países desenvolvidos. Com apenas 15% do lixo eletrônico sendo reciclado globalmente, as organizações fraudulentas despejam o restante, muitas vezes utilizando táticas sofisticadas de disfarce.
As autoridades estão alertando sobre o aumento do tráfico de resíduos perigosos, destacando que lixo eletrônico agora representa um em cada seis apreensões de resíduos a nível mundial. No Reino Unido e na União Europeia, foi observado que os traficantes frequentemente declaram lixo eletrônico como reutilizável, buscando ocultar sua verdadeira natureza.
Item apreendido com mais frequência
É fundamental ressaltar os riscos à saúde que esses resíduos representam, com exposição a metais pesados e substâncias químicas tóxicas, especialmente para aqueles que trabalham na reciclagem informal, como mulheres e crianças. A OMS adverte sobre os efeitos adversos à saúde, incluindo distúrbios do neurodesenvolvimento.
Além disso, a convenção de Basileia, a partir de 2025, busca regular a exportação de lixo eletrônico, mas países importantes, como os EUA, ainda não ratificaram o tratado. No lixão de Gana, a luta pela sobrevivência se intensifica à medida que os trabalhadores enfrentam condições cada vez mais deploráveis.