Licença ambiental libera terceira pista do Aeroporto Afonso Pena

Imagem computadorizada do projeto de construção da terceira pista do Aeroporto Afonso Pena

IAT libera licença para construção da terceira pista do Aeroporto Afonso Pena

O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia do Governo do Paraná, emitiu a Licença de Instalação para a construção da terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O documento, válido até 2032, autoriza a Concessionária do Bloco Sul S.A., que administra o terminal desde 2021, a implantar a nova pista de pousos e decolagens. A ampliação faz parte do projeto de modernização do principal aeroporto do Paraná e foi publicada em primeira mão pelo portal Grands por Bessa.

Imagem computadorizada do projeto de construção da terceira pista do Aeroporto Afonso Pena
Com a terceira pista, Aeroporto Afonso Pena poderá receber um número maior de pousos e decolagens. (Foto: Divulgação/Movimento Pró-Paraná)

Características técnicas do novo empreendimento

A nova pista contará com 3 mil metros de extensão e 45 metros de largura. O projeto também contempla acostamentos pavimentados, áreas de segurança nas duas cabeceiras, plataformas para contenção do jato de motores das aeronaves e seis novas pistas de táxi, que permitirão a integração da estrutura com o restante do complexo aeroportuário. Esses elementos são fundamentais para a infraestrutura aeroportuária do terminal e para viabilizar operações de aeronaves de grande porte.

Exigências ambientais para a obra

A Licença de Instalação estabelece 41 condicionantes que deverão ser cumpridas durante toda a execução das obras. Entre as medidas exigidas estão o monitoramento da fauna silvestre, incluindo populações de bugios existentes na região, programas de recuperação de áreas degradadas, gerenciamento de resíduos, controle de ruídos, drenagem e outras ações de mitigação dos impactos ambientais. Segundo o Movimento Pró-Paraná, o cumprimento dessas exigências será acompanhado ao longo da execução do empreendimento, especialmente nas intervenções previstas no entorno do aeroporto.

Declarações do Movimento Pró-Paraná

Para o tesoureiro do Movimento Pró-Paraná, o engenheiro florestal Pedro Luis Fuentes Dias, a autorização ambiental representa uma etapa decisiva para que o projeto finalmente saia do papel. “O IAT, após análise técnica criteriosa e avaliando os impactos sociais, econômicos, sobre a flora e fauna local, emitiu a licença ambiental para início das obras da importante terceira pista do aeroporto Afonso Pena”, afirmou. Na avaliação dele, a nova pista permitirá que o terminal alcance um novo patamar operacional, ampliando a oferta de ligações internacionais. “Essa obra é fundamental para que nosso aeroporto suba de patamar e alcance voos internacionais sem escalas, levando e trazendo os paranaenses diretamente da Europa, América do Norte, África e os diversos destinos da América Latina”, disse Pedro Dias.

Com a emissão da licença, a expectativa da entidade passa a ser o cumprimento do cronograma da concessionária e a conclusão da obra nos próximos anos. “Nosso dever agora é acompanhar constantemente os avanços e etapas de obra, e cobrar da concessionária o prometido cronograma já apresentado no comitê de infraestrutura do Movimento Pró-Paraná”, complementou.

Impactos para a conectividade aérea e o desenvolvimento econômico

A construção da terceira pista é considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do principal terminal aéreo do Paraná. Com a nova estrutura, o terminal poderá receber um maior número de pousos e decolagens, reduzir restrições operacionais e aumentar as condições para operações de aeronaves de grande porte, abrindo caminho para a implantação de voos internacionais de longa distância, como para a Europa.

Do ponto de vista econômico, a obra deve fortalecer a competitividade do Estado ao facilitar o transporte de passageiros e de cargas de alto valor agregado, beneficiando setores como indústria, agronegócio, tecnologia e comércio exterior. A ampliação também tende a tornar a Região Metropolitana de Curitiba mais atrativa para novos investimentos, além de impulsionar atividades ligadas ao turismo, à hotelaria, aos serviços e à logística. No entanto, a nova pista, por si só, não garante a criação de voos internacionais diretos, pois a operação dessas rotas dependerá da demanda de passageiros e cargas, do interesse das companhias aéreas e das condições de mercado. Ainda assim, a obra é vista como um passo importante para consolidar o Afonso Pena como um dos principais aeroportos do Sul do Brasil e reforçar o papel do Paraná como polo logístico e econômico.

Fonte: https://ric.com.br/economia/terceira-pista-aeroporto-afonso-pena-licenca-ambiental-iat/

Redação

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