Realizada no dia 26 de junho, a conferência reuniu cerca de 180 participantes, que discutiram ideias sobre os problemas do uso e abuso das drogas lícitas e ilícitas e buscaram soluções eficazes para a prevenção e combate a essas substâncias. Os eixos temáticos propostos para discussão foram:

  • Estratégias de prevenção, redução de oferta e enfrentamento ao uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas;
  • Consolidação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e da rede de proteção municipal;
  • Fortalecimento dos vínculos familiares, reinserção social e reintegração ao mundo do trabalho;
  • Direitos Humanos, redução de danos e o papel do primeiro, segundo e terceiro setor.

Além do debate, os participantes da conferência aprovaram diversas propostas dentro dos eixos discutidos. Confira algumas delas:

  • Implementar uma abordagem integrada em Segurança Pública e Saúde para treinar profissionais na adoção de políticas humanizadas sobre substâncias psicoativas, alinhadas à descriminalização da maconha pelo STF;
  • Priorizar a prevenção através de grupos comunitários em UBSs, CRAS e conselhos, focando em jovens e famílias de risco;
  • Desenvolver políticas públicas específicas para prevenção e assistência a usuários de substâncias psicoativas, integrando saúde, assistência social e educação;
  • Estabelecer um departamento municipal para coordenar ações de redução de danos, reinserção social e profissionalização de usuários de drogas, alinhado às diretrizes nacionais.

Conforme o art. 22, paragrafo 3º. do regulamento da 1ª Conferência Municipal de Políticas Públicas Sobre Drogas, o relatório final das propostas aprovadas será publicado em até 30 dias no site do Conselho Municipal de Políticas Sobre Drogas de São José dos Pinhais (Comped). Os interessados em conferir o relatório completo devem acompanhar o portal da conferência clicando aqui.

Por fim, o encontro promoveu a eleição dos órgãos da sociedade civil que irão compor o Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas. Os eleitos foram:

  • Associação Para Vidas Sem Drogas;
  • Comunidades Terapêuticas Associadas do Brasil – Compacta;
  • ONG Respeito não tem cor;
  • OAB SJP;
  • Universidade Livre para a Eficiência Humana – UNILEHU;
  • Instituto Kopher;
  • Associação Paranaense de Enfermagem – APENF;
  • Centro de Recuperação Restaurar Vidas – REVI;
  • Instituto Ponte – Comunidade Terapêutica;
  • E o 10 FAZDI – Projeto Fazendo Diferença como órgão suplente.