Deslocamentos no Brasil
O avião foi o meio de transporte utilizado em 14,7% das viagens realizadas pela população brasileira em 2024, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 02 de outubro. Este número representa um aumento em relação a 2023, quando o percentual era de 13,5%. A partir desses dados, o avião se distanciou do ônibus de linha, que apresentou uma diminuição na participação, passando de 13,4% para 11,9% nos deslocamentos.
Modos de Transporte Utilizados
O levantamento mostra que o carro (particular ou de empresa) continua como a principal opção para deslocamentos, representando 50,7% das viagens em 2024. Vale destacar que essa porcentagem foi ligeiramente menor que o 51,1% registrado em 2023. No contexto das viagens, observou-se uma mudança significativa em comparação ao período da pandemia de COVID-19, quando a porcentagem de viagens de carro chegava a 57,6%.
Retorno às Viagens Aéreas
A queda nos percentuais de uso do carro e o aumento das viagens aéreas refletem uma mudança nas preferências dos consumidores após o fim da pandemia. William Kratochwill, analista do IBGE, observa que houve uma recuperação dos transportes coletivos, com as viagens de avião aumentando gradualmente desde os 10% de 2020 e 2021 para 14,7% em 2024.
Análise por Estrato de Renda
O IBGE revela que o uso do avião aumenta conforme a classe de renda. No grupo que tem um rendimento superior a quatro salários mínimos, as viagens de avião superam 36%, enquanto no estrato de menor renda (menos de meio salário mínimo) este percentual é inferior a 4%. Isso indica que o acesso ao transporte aéreo cresce de acordo com a capacidade econômica dos viajantes.
Dados Gerais de Viagens
A pesquisa contabilizou aproximadamente 20,6 milhões de viagens nacionais e internacionais no ano passado, com uma leve diminuição de 0,1% em relação a 2023. Os dados são parte de um módulo de turismo da Pnad Contínua, evidenciando a evolução do transporte entre a população e os efeitos da recuperação econômica pós-pandemia.
Fonte: Tribuna PR