Combate à Fome e Políticas Públicas
No dia 5 de agosto de 2025, durante a reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a importância de políticas públicas estruturais no combate à fome no Brasil. Ele reconheceu a necessidade de ações integradas e a participação da sociedade no enfrentamento desse problema.
Saída do Brasil do Mapa da Fome
Lula celebrou a recente saída do Brasil do Mapa da Fome, um indicador global da insegurança alimentar que considera países com mais de 2,5% da população com subalimentação grave. O Brasil retornou a esse estado entre 2018 e 2020 e, atualmente, está abaixo desse limite com a taxa de menos de 2,5% para o triênio 2022/2024.
Cuidado com a População Vulnerável
O presidente fez uma crítica ao discurso vazio de governantes internacionais, dizendo que cuidar das pessoas em situação de pobreza requer “sensibilidade” e não apenas planos emergenciais. Em suas palavras:
“Cuidar do pobre de verdade, você não cuida com a consciência da cabeça; é com o coração.”
Experiência Pessoal de Lula
Em um momento de emoção, Lula relembrou sua própria experiência de fome, mencionando como frequentemente ficou sem almoçar no trabalho, devido a dificuldades financeiras. “A fome não dói, ela vai corroendo você por dentro”, lamentou Lula, reconhecendo a vergonha das pessoas que passam por esse sofrimento.
O Papel do Consea
O Consea, que assessora o presidente na formulação e monitoramento de políticas de segurança alimentar, foi desativado em 2019 e reinstalado em 2023. Durante o evento, Elisabetta Recine, presidenta do Conselho, expressou a rápida recuperação do Brasil no combate à fome, destacando que atualmente, existem cerca de 7 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave que devem ser assistidas adequadamente.