Redução da Fome no Brasil
Avanços na educação e a reformulação do Bolsa Família são fatores cruciais para a diminuição da fome no país, segundo Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
O Brasil, desde o dia 28 de agosto, voltou a estar fora do Mapa da Fome, um indicador da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura que categoriza países onde mais de 2,5% da população sofre de subalimentação grave. Essa nova classificação considera dados de 2022 a 2024 e vem após uma breve inclusão no Mapa entre os anos de 2019 a 2021.
O ministro assegura que as novas diretrizes do Bolsa Família garantem que as famílias que começam a trabalhar não voltem à pobreza. Ele afirma que mesmo se a renda não for suficiente para escapar da pobreza, as famílias podem continuar recebendo benefícios do programa.
“Agora, quando alguém entra [no novo Bolsa Família], nunca mais volta para fome e para miséria. […] E se a renda cresce, a família sai do limite da pobreza, ele ainda pode ficar um ano recebendo 50% do Bolsa Família,” explicou Dias.
Além do Bolsa Família, a educação desempenha um papel importante na saída da miséria. O ministro menciona que um milhão e meio de pessoas inscritas no Bolsa Família estão em programas de ensino técnico e superior.
“Está comprovado que educação tem esse papel. A cada ano, acompanhamos com muito carinho a população do Bolsa Família. Essa tem sido a principal porta para não só sair da fome, mas sair da pobreza, e ir para a classe média,” afirmou.
Parcerias para Inclusão
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social também assinou um protocolo de intenções com a empresa Atento, visando a oferta de vagas de emprego para pessoas inscritas no CadÚnico. O programa, denominado Acredita no Primeiro Passo, visa a inclusão socioeconômica de pessoas em situação de vulnerabilidade, com foco especial em grupos como mulheres, jovens, negros, e pessoas com deficiência.
Essas iniciativas são fundamentais para garantir uma melhoria nas condições de vida e, consequentemente, uma redução significativa da fome no Brasil.