Colmeias urbanas, educação ambiental e abelhas nativas – SJP

Colmeias urbanas fortalecem a preservação das abelhas nativas e a educação ambiental em São José dos Pinhais

Colmeias urbanas e preservação local

Colmeias Urbanas em São José dos Pinhais são um programa municipal da Secretaria de Meio Ambiente que instala colmeias de abelhas nativas sem ferrão em escolas, parques e espaços públicos. A proposta une preservação da biodiversidade e educação ambiental, aproximando a comunidade do papel das abelhas na polinização de plantas e culturas agrícolas.

Colmeias urbanas em escola de São José dos Pinhais

Operacionalização do programa

O programa começou como projeto piloto em uma unidade educacional e expandiu-se por adesão voluntária: unidades interessadas solicitam participação, recebem orientações técnicas e realizam cadastro junto à Adapar. Em locais escolhidos são implantadas áreas com plantas melíferas que garantem alimento às abelhas. As espécies utilizadas — jataí, mandaçaia e mirim-guaçu — são descritas como dóceis e adaptáveis ao ambiente urbano, o que favorece atividades pedagógicas e a convivência segura em espaços coletivos.

Resultados e abrangência

Em pouco mais de três anos, o programa ampliou seu alcance: mais de 60% das escolas e CMEIs da rede municipal aderiram, e hoje há mais de 80 espaços públicos participantes e 123 colônias instaladas. O município mantém um meliponário no Parque São José com capacidade para cerca de 70 colmeias, onde estão concentradas aproximadamente 40 colônias, além de registro de 12 espécies distintas de abelhas nativas.

Foram produzidas e distribuídas 15 mil cartilhas educativas, aproximadamente 250 profissionais da rede passaram por capacitação, e cerca de 200 estudantes são atendidos mensalmente pelas ações do programa — dados que demonstram a dimensão educacional e operacional do projeto.

Reconhecimento institucional

O programa recebeu prêmios em âmbito nacional, incluindo o Smart City e o Concurso Inovação no Setor Público da ENAP. Representações do projeto participam de eventos e congressos sobre meliponicultura em níveis regional, estadual e federal, ampliando a visibilidade da iniciativa e validando sua abordagem integrada entre conservação e educação.

Segundo a responsável pelo programa, Ediane Ertel Werlang, as espécies escolhidas permitem a criação segura em espaços coletivos e têm sido essenciais para atividades pedagógicas e ações de sensibilização ambiental.

Impacto na percepção pública e legado

O programa contribui para mudar a percepção da população sobre as abelhas e para ampliar o debate sobre a redução das populações desses polinizadores e seus impactos na segurança alimentar. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Samuel Alves da Silva, a iniciativa fortalece a educação ambiental e forma cidadãos mais conscientes sobre a importância da biodiversidade. A proposta também incentiva práticas sustentáveis dentro e fora das instituições participantes.

Implicações práticas

A estratégia combina implantação de colmeias, capacitação de profissionais, produção de material educativo e criação de áreas com plantas melíferas, formando um conjunto de ações que favorecem a conservação local das abelhas nativas e possibilitam contato direto entre estudantes e os polinizadores. Esses elementos permitem replicabilidade em espaços públicos com adesão voluntária e acompanhamento técnico.

Fonte: https://www.sjp.pr.gov.br/colmeias-urbanas-fortalecem-a-preservacao-das-abelhas-nativas-e-a-educacao-ambiental-em-sao-jose-dos-pinhais/

Redação

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