Bom, saboroso e livre de agrotóxicos: selo garante qualidade na produção de morangos

No ano passado, cerca de 3,5 mil toneladas de morangos foram colhidas em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Mas, apesar do número, produtores garantem que o cultivo da fruta é sensível e demanda cuidado.

O projeto-piloto de um selo que garante a qualidade dos morangos cultivados no Paraná começou em 2022.

Atualmente, oito produtores já possuem a certificação. Eles são de São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul, Mandirituba, Almirante Tamandaré e Lapa, todos na região metropolitana de Curitiba.

“Nosso objetivo é um produto de excelência, de qualidade, na gôndola do mercado. Para o pessoal comprar com segurança” afirma Ozanan Oliveira, produtor de morangos desde 2017.

Renato Blood, chefe do departamento de sanidade vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), explica que a ideia é entregar um diferencial para o produtor que se responsabiliza pela qualidade da fruta.

As propriedades que possuem a certificação usam um sistema semi-hidropônico, onde as mudas não entram em contato com o solo. Cada muda possui um cano por onde chega a fertirrigação.

Quando o morango chega no tom bem avermelhado, significa que está pronto para ser colhido.

Apenas uma propriedade em São José dos Pinhais é possível encontrar aproximadamente 60 mil plantas.

“Para cada muda de morango, existe um gotejo de fertirrigação. Além da maior qualidade, o tamanho dos frutos é um diferencial”, diz o engenheiro agrônomo Matheus Kuchla.

O morango leva cerca de dois meses para se desenvolver. Quando a temperatura, umidade do ar e todos os fatores estão alinhados, cada pé pode produzir até cinco quilos da fruta.

Selo

No processo de retirada do selo, a primeira etapa inclui a capacitação. Após isso, um responsável técnico da Adapar realiza vistorias.

“Essas vistorias que a gente faz na propriedade são muito embasadas já nas atividades de campo que a Adapar faz. A gente tem competências de fiscalização na defesa agropecuária, então a gente junta todas essas atividades”, conta a fiscal de defesa da Adapar, Sabrina Jacques Farias.

Entre os critérios analisados estão o insumo, qualidade do solo, mudas e sementes. Na coleta de amostras, os resíduos tóxicos são observados.

Se tudo estiver de acordo, o agricultor recebe o selo que vai na embalagem. A tecnologia possibilita que um QR code indique todas as informações daquela produção, como as últimas fiscalizações e análises laboratoriais.

Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/caminhos-do-campo/noticia/2024/10/06/bom-saboroso-e-livre-de-agrotoxicos-selo-garante-qualidade-na-producao-de-morangos.ghtml

Redação

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