Estudo sobre Adoçantes Artificiais
Um estudo recente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, publicado na revista Neurology, revelou que o consumo de níveis altos de certos adoçantes artificiais está ligado ao declínio cognitivo.
Resultados do Estudo
A pesquisa analisou quase 13 mil brasileiros, com idades entre 35 e 75 anos, e mostrou que aqueles que consumiram as quantidades mais elevadas de adoçantes apresentaram um declínio significativo na capacidade de memorizar e recordar palavras. Especificamente, aqueles que ingeriram 191 miligramas por dia, o equivalente a uma colher de chá, censuraram um declínio global cognitivo 62% mais rápido, equivalente a 1,6 anos de envelhecimento cerebral, comparado àqueles que consumiram menos.
Metodologia da Pesquisa
Os participantes foram divididos em três grupos com base na ingestão de adoçantes: os de consumo mais elevado (191mg/dia), intermediário (66mg/dia) e os de menor consumo (20mg/dia). Os resultados mostraram que, apesar do estudo ser observacional, as evidências sugerem uma relação preocupante entre esses adoçantes e a saúde cognitiva, especialmente em indivíduos com diabetes, que apresentaram um declínio ainda mais acentuado.
Considerações sobre Adoçantes
A pesquisa focou em adoçantes como aspartame, sacarina, e acessulfame-K, que são reconhecidos como seguros pela FDA, e observou que a tagatose não foi ligada ao declínio cognitivo. O estudo gerou preocupações sobre o uso de adoçantes, especialmente considerando o cenário em que muitos produtos são comercializados como alternativas mais saudáveis.
Implicações e Recomendações
O Dr. Thomas Holland, que publicou um editorial junto ao estudo, alerta as recomendações dietéticas devem ser reconsideradas, especialmente para pessoas com fatores de risco para doenças cognitivas. A pesquisa levanta a necessidade de estudos adicionais para avaliar alternativas aos adoçantes artificiais, enfatizando que a segurança desses compostos deve ser rigorosamente questionada.